Ontem 12 de outubro foi dia de Maria.
Minha segunda Maria nasceu em pleno feriado.
Dia das crianças e quem ganhou presente fui eu,a mãe.
Há trinta anos!
O tempo passou, Maria cresceu e eu nem vi.
Olho pra ela e tudo que vejo é uma bonequinha linda que encheu minha vida de risos.
Fica linda de azul.
Gosta de escrever, como eu.
Nunca ouço Maria cantar.
Apenas em criança segurava uma escova de cabelos fingindo ser um microfone.
Adora música, mas não canta mais.
Preciso perguntar por que.
Quando estou feliz, e estou sempre,canto.
Gostaria que Maria cantasse.
13/10/2011
05/10/2011
Deus me deu três pais chamados João.
O primeiro, foi o João que num encontro com minha mãe, contribuiu fisicamente para que eu existisse. Nunca soube quando ele nasceu. Só me viu uma vez na vida, já crescida e morreu sem saber nada de mim. Nunca ouviu meu choro, nem minha risada. Nunca me ouviu cantar. Nunca soube que minha cor predileta é o azul. Nem que eu gosto de falar inglês. Nunca conheceu minha família. Se foi sem deixar saudades. Não teve chance de marcar minha existência.
O segundo João, nascido a três de outubro, me viu nascer, me alimentou, me sentava na taipa do fogão de madrugada enquanto preparava o almoço que comeria mais tarde no trabalho. Ensinou-me a comer feijão pagão, coisa que até hoje me enche a boca d’água só de pensar. Acompanhou-me ao altar, chamou minhas filhas de netas. Ensinou-me a gostar de moda de viola mesmo sem nunca ter tocado nada. Era quieto, de pouca fala. Aceitou-me e nunca me ficou claro se sabia ou não que não era meu pai verdadeiro. Para ele isso não era importante. Assim como em todas as questões que eu sempre achei que seriam vitais, isso para ele era indiferente. Seco. Era assim que ele era. Acredito que tenha sido meu pai para não perder minha mãe.
O terceiro João nascido a quatro de outubro apareceu trazido por uma irmã. Nunca quis realmente ser meu pai, mas me deixou ficar, o que pra mim é importantíssimo, por que esse, eu escolhi. Assim como escolhi todo o pacote que o acompanhou.
Uma enorme e linda família que eu amo!
Esse, quando se for, vai deixar MUUUUIIIITTTAAA saudade.
Te amo Seu João.
O segundo João, nascido a três de outubro, me viu nascer, me alimentou, me sentava na taipa do fogão de madrugada enquanto preparava o almoço que comeria mais tarde no trabalho. Ensinou-me a comer feijão pagão, coisa que até hoje me enche a boca d’água só de pensar. Acompanhou-me ao altar, chamou minhas filhas de netas. Ensinou-me a gostar de moda de viola mesmo sem nunca ter tocado nada. Era quieto, de pouca fala. Aceitou-me e nunca me ficou claro se sabia ou não que não era meu pai verdadeiro. Para ele isso não era importante. Assim como em todas as questões que eu sempre achei que seriam vitais, isso para ele era indiferente. Seco. Era assim que ele era. Acredito que tenha sido meu pai para não perder minha mãe.
O terceiro João nascido a quatro de outubro apareceu trazido por uma irmã. Nunca quis realmente ser meu pai, mas me deixou ficar, o que pra mim é importantíssimo, por que esse, eu escolhi. Assim como escolhi todo o pacote que o acompanhou.
Uma enorme e linda família que eu amo!
Esse, quando se for, vai deixar MUUUUIIIITTTAAA saudade.
Te amo Seu João.
21/06/2011
23/05/2011
19/05/2011
Vincent (Don McLean)
"Vincent (Starry, Starry Night)"
http://www.youtube.com/watch?v=sI8fsi_aJ3c
(Josh Groban cantando Vincent (Stary Stary Night) by Don McLean
A canção que eu gostaria de ter feito para meu artista favorito, Vincent Van Gogh.
Starry, starry night
Paint your palette blue and grey
Look out on a summer's day
With eyes that know the darkness in my soul
Shadows on the hills
Sketch the trees and daffodils
Catch the breeze and the winter chills
In colours on the snowy linen land
Now I understand
What you tried to say to me
And how you suffered for your sanity
And how you tried to set them free
They would not listen
They did not know how
Perhaps they'll listen now
Starry, starry night
Flaming flowers that brightly blaze
Swirling clouds and violet haze
Reflect in Vincent's eyes of china blue
Colours changing hue
Morning fields of amber grain
Weathered faces lined in pain
Are soothed beneath the artists' loving hand
Now I understand
What you tried to say to me
And how you suffered for your sanity
And how you tried to set them free
They would not listen
They did not know how
Perhaps they'll listen now
For they could not love you
But still your love was true
And when no hope was left inside
On that starry, starry night
You took your life as lovers often do
But I could have told you Vincent
This world was never meant for one as beautiful as you
Starry, starry night.
Portraits hung in empty halls,
Frameless head on nameless walls,
With eyes that watch the world and can't forget.
Frameless head on nameless walls,
With eyes that watch the world and can't forget.
Like the strangers that you've met
The ragged men in ragged clothes
The silver thorn of bloody rose
Lie crushed and broken on the virgin snow
Now I think I know
What you tried to say to me
And how you suffered for your sanity
And how you tried to set them free
They would not listen
They're not listening still
Perhaps they never will...
The silver thorn of bloody rose
Lie crushed and broken on the virgin snow
Now I think I know
What you tried to say to me
And how you suffered for your sanity
And how you tried to set them free
They would not listen
They're not listening still
Perhaps they never will...
19/10/2010
Marias
Um dia Deus, em sua infinita misericordia olhou para mim e viu que havia ali uma centelha de luz, uma possibilidade de grandes conquistas e realizações, e percebeu que só faltava mesmo um empurrão.
Então tomou a decisão, como todas a Suas, sábia, de enviar presentes a título de incentivo, de mostrar que Ele confiava em minha capacidade e que jamais desistiria de mim.
Resolvi chamar meus presentes de Filhas primeiro, e Marias depois.
Então tomou a decisão, como todas a Suas, sábia, de enviar presentes a título de incentivo, de mostrar que Ele confiava em minha capacidade e que jamais desistiria de mim.
Resolvi chamar meus presentes de Filhas primeiro, e Marias depois.
17/04/2010
My Soul Mate
What to do if the passion is consuming your body and awareness your mind. Sleepless nights, rumpled sheets, messy hair, dry mouth, and this incredible feeling to live without the other is immoral.
Getting up every morning knowing in advance that this will be another day not worth living.
Filling a heart where a deep hole occurred in that first minute you laid your eyes on the man who was meant to be yours forever.
If at least this day brought a little peace. But you know now better than ever this is not possible, since he does not know you are living a dead life just because of him.
Getting up every morning knowing in advance that this will be another day not worth living.
Filling a heart where a deep hole occurred in that first minute you laid your eyes on the man who was meant to be yours forever.
If at least this day brought a little peace. But you know now better than ever this is not possible, since he does not know you are living a dead life just because of him.
16/04/2009
Eu
Exigente. Educada. Impaciente. Amorosa. Pontual. Risonha. Trabalhadora. Adoro festas em minha casa. Adoro casas grandes cheias de gente. Quando ficar velhinha podem até me levar para um asilo, mas que seja enorme e cheio de pessoas, onde possa a cada dia conhecer uma historia diferente pois adoro contadores de "causos". Quero viver cercada por gente alegre, que goste de música como eu e que seja desencanada, sem preconceitos, afinal , o que nos faz melhores do que o outro? Escolhi ser feliz. Sou feliz. Tenho um coração de bem com o mundo. Recebo inúmeras bençãos diariamente e agradeço por todas elas. Se não tenho maus momentos? Claro que tenho, se não como poderia saber que os bons são bons? Dizem que saber viver é uma arte. Bobagem. Arte é para artistas. Pessoas extremamente sensíveis. E o restante? Como ficaria? Viver é uma questão de bom senso e isso sim está ao alcance de todos nós. Todas as infrações, rudezas, grosserias, maldades, violência que acontecem são sempre geradas pela falta de bom senso. Pense nisso. Importa e muito o que penso sobre mim. A opinião dos outros diz respeito somente aos outros. Não é da minha conta.
19/02/2009
Come Again
Amanha 20 de fevereiro será aniversário de morte de John Dowland
compositor, a meu ver, da mais bonita música renascentista:
http://www.youtube.com/watch?v=JI005i6pG-w&feature=related
compositor, a meu ver, da mais bonita música renascentista:
Contudo seja uma apresentação de apenas parte da música, é uma de minhas performances prediletas.
Come Again
(John Dowland)Come again, sweet love doth now invite.
Thy graces that refrain, to do me due delight.
To see, to hear, to touch, to kiss, to die,
with thee again in sweetest sympathy.
Come again, that I may cease to mourn.
Through thy unkind disdain, for now left and forlorn.
I sit, I sigh, I weep, I faint, I die,
in deadly pain and endless misery.
All the day, the sun that lends me shine,
By frowns do cause me pine, and feeds me with delay.
Her smiles, my springs, that makes, my joys, to grow,
her frowns the winters of my woe.
All the night, my sleeps are full of dreams,
My eyes are full of streams, my heart takes no delight.
To see, the fruits, and joys, that some, do find,
and mark the storms are me assigned.
Out alas, my faith is ever true.
Yet will she never rue, nor yield me any grace.
Her eyes, of fire, her heart, of flint, is made,
whom tears nor truth may once invade.
Gentle love, draw forth thy wounding dart.
Thou canst not pierce her heart, for I that do approve.
By sighs, and tears, more hot, than are, thy shafts,
did tempt while she for triumph laughs.
Thy graces that refrain, to do me due delight.
To see, to hear, to touch, to kiss, to die,
with thee again in sweetest sympathy.
Come again, that I may cease to mourn.
Through thy unkind disdain, for now left and forlorn.
I sit, I sigh, I weep, I faint, I die,
in deadly pain and endless misery.
All the day, the sun that lends me shine,
By frowns do cause me pine, and feeds me with delay.
Her smiles, my springs, that makes, my joys, to grow,
her frowns the winters of my woe.
All the night, my sleeps are full of dreams,
My eyes are full of streams, my heart takes no delight.
To see, the fruits, and joys, that some, do find,
and mark the storms are me assigned.
Out alas, my faith is ever true.
Yet will she never rue, nor yield me any grace.
Her eyes, of fire, her heart, of flint, is made,
whom tears nor truth may once invade.
Gentle love, draw forth thy wounding dart.
Thou canst not pierce her heart, for I that do approve.
By sighs, and tears, more hot, than are, thy shafts,
did tempt while she for triumph laughs.
18/09/2008
Para Sempre
Existem algumas formas de se marcar as pessoas. As marcas deléveis são aquelas que com o tempo vão esmaecendo, até que não sobre nenhum sinal de que tenham sido feitas. São como "tatuagem de henna". Resistem por um certo tempo e depois acabam desaparecendo por completo. Já as marcas indeléveis são aquelas que, nem o tempo nem a vontade e nem o esforço para apagá-las, são bem sucedidos. Resistem a tudo, e independente de qualquer fator externo, perduram. Meu querido, sempre e eternamente meu, e querido, independente de onde estiver ou com quem estiver, se lembrar que existo ou não, ou mesmo se passar a me odiar, a marca que você deixou em mim, mesmo contra todos os possíveis motivos que eu tenha para não querer que seja assim, É INDELÉVEL. Fazer o que?
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